DER completa 70 anos contribuindo para o progresso de Sergipe

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Rodovias, rotas, pontes e viadutos construídos pelo órgão foram cruciais para a melhoria dos municípios

 

 

Abrir caminhos, construir rotas, encurtar distâncias, facilitar a mobilidade, projetar e traçar novos rumos nos oito territórios sergipanos. Foram estes os principais propósitos do Governo de Sergipe, quando criou em 1946, a Comissão de Estradas de Rodagem.

 

Tendo ainda a competência de conservar as estradas existentes e fiscalizar a taxa de tráfego rodoviário, a instituição foi agregando novas atribuições no decorrer dos anos e, para atender as exigências do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem, o então gestor do órgão, engenheiro civil, José Rollemberg Leite, pela Lei nº 149 de 06 de junho de 1949, converteu a comissão em Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

 

A fim de garantir um melhor atendimento à rede de rodovias estaduais, em 1974 foram criadas quatro residências em cidades do interior, as GEDRE (Gerências do DRE). Com sedes nos municípios de Estância, Japaratuba, Lagarto e Nossa Senhora da Glória, as gerências dispõem, além de funcionários, máquinas e equipamentos para manutenção e reparos nas rodovias circunvizinhas a essas cidades, o que agiliza os serviços, uma vez que instaladas em pontos estratégicos, elas atendem mais rápido às solicitações nos oito territórios, sem que para isso as equipes precisem se deslocar de Aracaju.

 

Em 1994, por conta de uma reforma administrativa e organizacional, o DER alterou a nomenclatura das Residências Rodoviárias passando a ser denominados de Distritos Rodoviários Estaduais, bem como, a criação de mais um, o 5º Distrito Rodoviário Estadual, localizado na capital sergipana, facilitando assim a prestação de serviços nas rodovias situadas nos oito municípios que fazem parte do Território da Grande Aracaju.

 

Os grandes feitos

 

Dos primórdios, quando as estradas eram construídas com a ajuda de jumentos que carregavam o material que serviria de base para a sua implantação, como foi o caso da estrada de cascalho de Boquim à Estância, que existe até hoje, o DER executou a construção de todas as rodovias estaduais, das mais curtas, interligando cidades vizinhas, a exemplo da Itabaianinha/Tomar do Geru, como da Rodovia Lourival Batista, que liga a BR 101 em Itaporanga D’ajuda até o estado da Bahia, passando por Salgado, Colônia Treze, Lagarto, Simão Dias chegando até divisa na cidade baiana de Paripiranga.

 

Outra importante rodovia construída pelo DER foi a SE-170, de Itabaiana até Tobias Barreto, passando pelas cidades de Campo do Brito, São Domingos, Lagarto e Riachão do Dantas, até a divisa com o município de Itapicuru na Bahia.

 

No decorrer dos anos, o trabalho do DER foi essencial para o desenvolvimento de Sergipe. Com a interligação dos municípios nos oito territórios pelas rodovias, o escoamento da produção agrícola e mineral ganhou agilidade e foram criadas dezenas de linhas de transporte intermunicipal, facilitando a mobilidade dos sergipanos.

 

Nos últimos 12 anos, as ações do DER se multiplicaram e foram cruciais para o fomento da economia e do turismo. A Rodovia da Integração liga os municípios de Propriá, Telha, Canhoba, Nossa Senhora de Lourdes, Itabi, Feira Nova, ramificando para Gararu, Porto da Folha e Monte Alegre de Sergipe, interligando com o alto sertão. Já a Rota do Sertão, que tem início no povoado Terra Dura em Itabaiana, percorre os municípios de Ribeirópolis, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Glória, Monte Alegre de Sergipe e Canindé do São Francisco, onde está localizado o Cânion de Xingó, ponto turístico mais visitado do Estado.

 

As ações do DER não se limitam apenas à construção e manutenção de rodovias. Outras obras merecem destaque não apenas pela imponência, mas pela sua importância, a exemplo do Contorno Norte em Itabaianinha e o Contorno Leste em Laranjeiras, as pontes Joel Silveira, na divisa entre Aracaju e Itaporanga D’ajuda e a Gilberto Amado, entre os municípios de Estância e Indiaroba. Em Aracaju, se destacam a Rodovia dos Náufragos e a Rodovia José Sarney, o viaduto do Detran, no cruzamento entre as Avenidas Tancredo Neves e Rio de Janeiro, a Avenida Lauro Porto ( nova entrada da capital) que liga à Avenida Santa Gleide na Zona Norte, até a BR 235. Recentemente, outra obra modificou para melhor o tráfego na capital: a Avenida Etelvino Alves de Lima interligou a Avenida Rio de Janeiro no bairro Ponto Novo à Avenida Gasoduto no Conjunto Orlando Dantas, diminuindo consideravelmente o fluxo de veículos na Avenida Tancredo Neves, facilitando o acesso da Zona Oeste à Zona Sul e promovendo o surgimento de imóveis em seu entorno, o que gerou um impacto positivo para diversos setores da economia.

 

Obras em andamento

 

Além dos serviços de roçagem, manutenção e tapa buraco na malha viária, o DER executa a construção das rodovias Itabaiana/Itaporanga,que interligará o Território Agreste ao Território Sul Sergipano, a continuação da SE 100, que vai de Pirambu até Pacatuba, o Acesso à Prainha da Adutora no município de Telha, a Rodovia Cruz da Graças/Nossa Senhora Aparecida e a Rodovia Escurial/Nossa Senhora de Lourdes, obras estas que irão proporcionar benefícios imensuráveis à economia e ao turismo.

 

Servidor valorizado

 

Tendo atualmente 339 funcionários em seu quadro de pessoal, distribuídos entre engenheiros civis, contadores, oficiais administrativos, operários, entre outros, o DER sempre procurou valorizar o servidor, não apenas na garantia dos seus direitos, mas também na meritocracia. Com 66 anos de idade, Antonio Nascimento Santos, dedicou mais da metade da sua vida à empresa, a quem só tem elogios. “Entrei aqui como pintor de automóveis há 36 anos e, como eu tinha o Curso de Estradas fui aproveitado para fazer o estágio,  logo após o término, assumi o serviço de encarregado de campo. Durante todos esses anos construímos várias obras de importância para o desenvolvimento do Estado de Sergipe. O DER me deu oportunidade profissional e consegui evoluir bastante. Tenho muito orgulho de ter uma parte da minha historia confundida com a história do DER. Graças a Deus, o que minha família tem é devido ao meu trabalho no órgão, que reconheceu meu esforço e me projetou e onde estou até hoje”, afirma.

 

José Mário Messias dos Santos, 63 anos, é outro que se orgulha de ter dedicado mais da metade da vida ao Departamento. “Entrei no DER em 1977, o órgão tinha um grande numero de funcionários e muitos equipamentos, minha função era a de mecânico. 12 anos depois assumi o cargo de encarregado de oficina e realizávamos as manutenções na própria oficina do DER. Com o surgimento dos contratos de manutenção feito com empresas externas, diminuímos as atividades, porém, ainda realizamos boa parte dos serviços mais simples em nossa oficina”, conta o atual encarregado de transportes.

 

Atualmente ocupando o cargo de Diretor-Presidente do órgão, (21º da história) o engenheiro civil e profissional de carreira da empresa, Ancelmo Luiz de Souza, ressalta a importância do órgão para o Estado.  “O DER fez inúmeras obras de capeamento asfáltico em quase todos os municípios do interior sergipano, melhorando a qualidade de vida das pessoas e fazendo com que as cidades evoluam na trafegabilidade. Tenho muito orgulho de trabalhar nessa autarquia que ajudou e ajuda muito a construir a infraestrutura do estado, produzindo o desenvolvimento do estado de Sergipe”, afirma.

 

 

 

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